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Laboratórios de Montagem do Teatro Sarcáustico comemoram 15 anos de trajetória

Estão abertas até 9 de abril as inscrições para dois laboratórios de montagem, com desconto de 50% para universitários e duas bolsas integrais

O Teatro Sarcáustico comemora 15 anos de pesquisa cênica em 2019 e, para tanto, está preparando um ciclo de festividades – como a estreia de um trabalho inédito, apresentações de espetáculos do repertório, festas, oficinas e performances artísticas, que acontecerão durante todo o ano.

O grupo está oferecendo dois laboratórios de montagem concomitantes, em celebração dos 10 anos de oficinas continuadas ministradas pelo grupo para pessoas com alguma ou nenhuma experiência. O grupo ainda oferece desconto de 50% para universitários e duas bolsas integrais para cada laboratório para mulheres negras, trans, não binárias, indígenas ou mães solo.

 

Sobre os laboratórios:

Laboratório de Montagem 1 – Coloque a Máscara de Oxigênio Primeiro em Você / Laboratório de montagem cênica para mulheres

No ano de 2019, a sarcáustica Guadalupe Casal busca aprofundar sua pesquisa sobre protagonismo feminino nas artes cênicas – e uma das ações realizadas será esse laboratório de montagem exclusivo para mulheres. Para isso, convidou a atriz e educadora Manuela Miranda para ministrar esse curso com ela.

O título faz alusão ao autocuidado e dá o tom do processo performático. As participantes terão a oportunidade de vivenciar a linguagem do Teatro Sarcáustico com seu foco voltado para um olhar feminino nas suas mais diversas possibilidades.

Temas como autocuidado, empoderamento, sexualidade, padrões de beleza, sororidade e essas palavras que ecoam em nossos ouvidos constantemente, muitas vezes até desgastando-se – a quem interessa esse desgaste? –, servirão de pilares para criar uma dramaturgia própria, somando as experiências e desejos de cada uma das mulheres que darão corpo e voz a esse coletivo.

 

Laboratório de Montagem 2  Regurgitofagia / Tecnologias na Cena

Já o sarcáustico Ricardo Zigomático, na companhia do seu colega Daniel Colin, com o intuito de aprofundar sua pesquisa sobre tecnologias nas artes cênicas, propõe esse laboratório que irá se basear no texto mordaz e debochado Regurgitofagia, de Michel Melamed. Nesse trabalho, o autor se utilizava da integração de linguagens — teatro, poesia falada, stand-up comedy, performance e artes plásticas — para criticar com humor o mundo contemporâneo, por meio, exclusivamente, de fragmentos de textos autorais e de uma interface denominada pau-de-arara, na qual cada reação sonora da plateia (risos, aplausos, tosses etc.) era captada por microfones que a transformava em descargas elétricas sobre o corpo do a(u)tor.

Nesse laboratório do Sarcáustico, as/os participantes serão convidades a criar uma obra cênica com tecnologia, tanto high quanto lowtech, sendo usada não somente como estética, mas também como poética do trabalho. Portanto, é convidada qualquer pessoa que queira criar uma obra cênica original, com ou sem experiência teatral.