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"Diagrama", nanquim sobre papel de Elias Maroso. Foto: Divulgação

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Sab das 10h às 20h
Dom das 10h às 18h

Galeria Ecarta recebe última exposição do ano

Nesta quinta-feira (13/12), às 19h, os artistas Carlos Donaduzzi, Elias Maroso e Emanuel Monteiro inauguram a mostra "A Frente e o Verso do Olho"

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Nesta quinta (13/12), a exposição A Frente e o Verso do Olho ganha vernissage na Galeria Ecarta. Os artistas Carlos Donaduzzi, Elias Maroso e Emanuel Monteiro propõem diferir da ideia de buscar nas imagens um avesso capaz de restituir um verdadeiro sentido ao que se vê.

A mostra foi selecionada em edital e tem curadoria de Paula Luersen. A abertura será às 19h, com audiodescrição, recurso dimensionado de forma poética para ser compreendido como parte da proposta.

A exposição parte dos escritos do romancista austríaco Robert Musil (1880 – 1942), autor que situa a imagem como um "fremir de pálpebras", isto é, vibrações que tomam o pensamento por trás dos olhos fechados. Tal qual a reflexão sobre a linguagem inaudível que figura nos livros de Musil, o projeto expositivo trata das fronteiras entre o pensamento e sua fixação.

O trabalho de Elias Maroso revela que no confinamento dos objetos em espaço artístico, há imagens e forças capazes de atravessar paredes. Maroso parte das paredes da Ecarta e busca formas de transpor os limites do próprio recinto, projetando quebraduras e sinalizações, além de construir dispositivos que emitem energia eletromagnética que cruzam as paredes.

– A arte não está apenas em um tipo de lugar e não se restringe aos espaços de exposição. Não se trata apenas de mostrar imagens e, sim, de produzir fenômenos do atravessamento – ressalta.

O espaço imediato em que se dá a relação com telas de telefones, computadores e outros dispositivos é retratado por Carlos Donaduzzi. As imagens abordam a textura invisível e impregnada de silêncio que perpassa as ações nas redes.

– Vídeo e fotos sublinham gestos mínimos, deixando dúvidas no que se desenrola à frente ou no verso dos olhos em cada cena retratada, concentrando a percepção do que se fixa e se perde no entorno das telas – explica.

O artista Emanuel Monteiro trabalha as relações entre imagem e memória na produção de paisagens em desenho, pintura, livro de artista e instalações.

– Recorro com frequência a materiais de origem orgânica e mineral na tentativa de evocar sensações táteis, somados ao uso da palavra escrita. A partir de fragmentos na construção de uma espécie de teatro da memória, as palavras, imagens e artefatos têm um lugar incerto, ambíguo e precário – avalia.

A audiodescrição será transmitida dentro e fora da Ecarta, em um perímetro de 20 metros. O acesso é por aparelho de rádio sintonizado na faixa 88.8 FM. Os dispositivos desenvolvidos pelo artista Elias Maroso são dimensionados para destacar o não visível da imagem, além de entender a arte como força que não é restrita aos limites físicos e disciplinares dos lugares especializados.

A visitação é gratuita e a mostra encerra 26 de janeiro.

Ter a sex das 10h às 19h, Sab das 10h às 20h, Dom das 10h às 18h

Fundação Ecarta (Avenida João pessoa, 943)

Entrada franca