O pianista Daniel Benitz Foto: Glenn Asakawa/Divulgação

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AGO
HORÁRIOS Terça a partir das 18h

Homenagem a Briane Bicca na Pinacoteca Ruben Berta

Nesta terça (21/8), a partir das 18h, acontece também recital com o trompetista Tiago Linck e o pianista Daniel Benitz na abertura da exposição "O Moderno que Eu Faço – Narrativas da Experiência"

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Nesta terça (21/8), a partir das 18h, três ações culturais ocorrerão simultaneamente na Pinacoteca Ruben Berta: uma homenagem póstuma à arquiteta Briane Bicca, nome fundamental da preservação do patrimônio cultural brasileiro; uma nova edição do projeto Clássicos na Pinacoteca, reunindo o trompetista Tiago Linck e o pianista Daniel Benitz; e, por fim, a abertura da exposição O Moderno que Eu Faço  Narrativas da Experiência,  com obras do acervo da pinacoteca e apresentando as mais recentes gravuras do artista plástico Antônio Augusto Bueno.

 

Homenagem a Briane Bicca

Além de humanista no mais alto grau, Briane Bicca foi uma arquiteta com trajetória amplamente reconhecida no âmbito da preservação do patrimônio cultural brasileiro. A esta notável porto-alegrense, a Pinacoteca Ruben Berta deve a obtenção de sua sede definitiva, o casarão da Rua Duque de Caxias, completamente restaurado em 2013 por meio do Programa Monumenta, coordenado na capital gaúcha por Briane. E, como uma forma de agradecimento e homenagem à arquiteta, o auditório do museu passará a se chamar Briane Bicca e uma placa será inaugurada durante o evento de terça-feira.

 

A Arte do Cornet, recital com o trompetista Tiago Linck e o pianista Daniel Benitz

Criado na segunda metade do século 19, a partir da inclusão de válvulas tubulares no posthorn (antigo instrumento de sopro, confeccionado em metal e em forma de chifre), o cornet reconquistou o status de solista ao trompete, que desde o início do século 19 mantinha-se como instrumento de orquestra e ao qual também foi incluída a nova tecnologia de sistema de pistões.

Conhecido por ser um instrumento ágil, de som bonito, suave e muito agradável, muitos foram os virtuoses deste instrumento, destacando-se o francês Jean-Baptiste Arban, professor de cornet e trompete do Conservatório Superior de Música de Paris e autor do La Grand Méthode Compléte de Cornet à Pistons et de Saxhorn (1864), considerado “a bíblia” pelos trompetistas. Rapidamente o cornet passou a ser inserido em diversas formações musicais e, consequentemente, muitos compositores foram estimulados a escrever para o instrumento.

Inspirados pela riqueza de cores resultantes da união entre cornet e piano e o caráter alegre das polcas, fantasias, temas e variações, os músicos Tiago Linck (trompete) e Daniel Benitz (piano) criaram o recital A Arte do Cornet que será apresentado nesta terça (21/8), em uma nova edição do Projeto Clássicos na Pinacoteca.

 

O Moderno que Eu Faço – Narrativas da Experiência

A exposição será aberta nesta terça (21/8), às 18h, na Pinacoteca Ruben Berta. A mostra reúne obras produzidas por artistas brasileiros e estrangeiros sob a égide do modernismo, movimento cultural de múltiplas facetas que assolou o ocidente na primeira metade do século 20. O acesso é gratuito e a visitação vai até 28 de setembro, de segunda a sexta, das 10h às 18h.

A proposta curatorial, levada a cabo pelos mediadores da pinacoteca, equipe formada pelos acadêmicos Lubianca Montagner Weber, Lucas Bairros, Luiza Ferraz e Vitória Kotz Morlin, é sustentada sobre narrativas desencadeadas pela experiência com as obras da pinacoteca e na ação educativa com escolas e outros grupos que interagiram com a exposição A Ventura do Moderno, que ficou em cartaz até maio passado.

Esse novo olhar lançado pela curadoria traz trabalhos e depoimentos gerados em conjunto com os visitantes, em oficinas e mediações, elaboradas dentro do espaço da pinacoteca, tomando como princípio o material pedagógico desenvolvido na primeira mostra. A partir desse material e em colaboração com o projeto Cidade das Crianças, que teve como mote a utilização da imaginação para criação de anedotas acerca das obras do acervo, foram realizadas produções que farão parte da mostra.

Assim como os jovens curadores, que estabeleceram um discurso narrativo e um percurso ao longo das salas da pinacoteca, diferentes públicos serão, ao longo da exposição, instigados a tecer suas próprias narrativas acerca das obras tomadas isoladamente ou sobre a exposição como um todo. Composta por pinturas, desenhos e esculturas, abriga obras das décadas de 1940 a 1960, apresentando temáticas tais como figuras humanas, paisagens e abstrações.  

Terça a partir das 18h

Pinacoteca Ruben Berta (Rua Duque de Caxias, 973)

Entrada franca