Arte: Divulgação

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HORÁRIOS Diversos horários

Mostra "Jogos de Linguagem" no Centro Municipal Lupicínio Rodrigues

GRUPO JOGO de experimentAção cênica celebra uma década de trabalho e reúne uma série de atividades nos dias 5, 6, 7 e 8 de julho

O GRUPOJOGO de experimentAção cênica celebra uma década de trabalho realizando a mostra Jogos de Linguagem, de quinta (5/7) a domingo (8/7), reunindo uma série de atividades voltadas à comunidade em geral. A partir do dia 5 de julho, quatro espetáculos de repertório do GRUPOJOGO serão apresentados, sempre às 20h, alternando entre o Teatro Renascença e a Sala Álvaro Moreyra. Além dos espetáculos, uma exposição fotográfica ficará instalada no saguão do Centro Municipal de Cultura.

Neste sábado (6/7), às 17h, acontece um bate-papo com os fotógrafos Pedro Mendes, Adriana Marchiori, Fábio Alt e Julio Appel sobre a fotografia de cena. No domingo (7/7), às 17h, a conversa será com Fabio Prikladnicki, Renato Mendonça e Newton Silva sobre o papel da crítica e do jornalismo na trajetória da trupe.

O grupo também dará início às atividades formativas, com mais uma edição da Oficina de Criação e Montagem, que está com inscrições abertas neste link. Além disso, o grupo oferece duas oficinas gratuitas para a comunidade da Vila Planetário, ao lado da sede do grupo, e da Vila Lupicínio Rodrigues, localizada junto ao centro Municipal de Cultura.

No dia 8 de julho, após a apresentação do último espetáculo da programação, o GRUPOJOGO convida a uma celebração dessa trajetória. Os músicos André Paz e Tiago Bra realizam um pocket show e, logo depois, a pista fica aberta, com discotecagens, performances musicais com os integrantes do grupo.

Fundado em 2007 pelo ator e diretor Alexandre Dill, pelo artista visual Bruno Salvaterra e pelo o bailarino Igor Pretto, o GRUPOJOGO  de ExperimentAção Cênica completou, em outubro de 2017, 10 anos de atividades ininterruptas e de um trabalho continuado em artes cênicas na cidade de Porto Alegre. Em 2010 o grupo passou a integrar o Projeto Usina das Artes, coletivo de grupos e companhias de dança e teatro que, selecionados por edital público, residiam e desenvolviam suas atividades na Usina do Gasômetro. Esse Projeto permitiu ao GRUPOJOGO firmar território na sala 309, ocupada até maio de 2017, e foi nesta sala/território que os artistas do grupo começaram a desenvolver uma investigação cênica afeiçoada e orientada pela comunhão entre Dança, Teatro e Artes Visuais, considerados processos de criação e produção inseparáveis. A conexão entre Dança, Teatro e Artes Visuais estimulou e continua a estimular a reflexão e o debate a respeito da sociedade contemporânea e suas inúmeras particularidades e relações. O GRUPOJOGO viabilizou, em dez anos de trabalho, 8 espetáculos – entre eles, Play-Beckett (2009), Fauno (2012), A Noite Árabe (2013), As Trevas Ridículas (2017) e Tremor (2018) – e sessenta e oito oficinas – das quais a Oficina de Criação e Montagem ganha destaque pela formação, muitas vezes continuada, de atores e atrizes, oferecendo ao público diversas apresentações, como A Classe Morta (2015), O Inspetor Geral (2016) e Die Hamletmaschine (2017) –, que investigam, colocam em evidência e discutem diferentes aspectos, conflitos, tensões e indagações humanas a partir de um olhar situado na contemporaneidade e atento às diversas realidades sociais.

 

Programação:

Quinta (5/7)

10h  Abertura da exposição fotográfica

A mostra reúne fotografias de Júlio Appel, Adri Marchiori, Fábio Alt, Pedro Mendes e Rafael Avancini

20h  O Inspetor Geral, de Nikolai Gógol, no Teatro Renascença

Uma cidade que descobre que será alvo da visita de um inspetor geral, anunciada por carta a um presidente da câmara para apurar crimes de corrupção, mau uso do dinheiro público, ao serviço de aparências, à hipocrisia das instituições e dos cargos públicos. O texto destila críticas aos políticos e administradores de maneira geral, àquele que suborna e aos subornados. Apesar da história se passar no século XIX, na Rússia, a peça permanece moderna, pois critica a política, a corrupção e, até, a passividade da população em relação aos acontecimentos.

 

Sexta (6/7)

das 10h às 22h  exposição fotográfica

20h  TREMOR, de Maria Milisavljevic, na Sala Álvaro Moreyra

Traz pistas para discutir as relações de uma sociedade que presencia tempos turbulentos, onde a crise das representações se divide entre o real e o virtual. Histórias entrecruzadas, uma mãe que busca reconciliar-se com assassino de seu filho, um soldado que questiona a culpa de suas ações e um jovem mergulhado em seus jogos. Todos procurando se encontrar no meio de tudo isso, enquanto Alguém os observa. Complexo e midiático, sem uma estrutura dramática aparente, o espetáculo coloca em confronto as relações cotidianas da guerra real em contraste com os mecanismos da guerra virtual, um evento, para que atores e público possam se reconhecer e vivenciar por um instante a sua própria humanidade.

 

Sábado (7/7)

das 10h às 22h  exposição fotográfica

17h - Bate-papo: Fotografia de Cena

com Julio Appel, Adri Marchiori, Fábio Alt e Pedro Mendes

20h  As Trevas Ridículas, de Wolfram Lotz, no Teatro Renascença

Diante do tribunal distrital um pirata somali pede compreensão pelo ataque ao navio de carga MS Taipan e lamenta pela perda de seu amigo Tofdau. Pellner e Dorsch estão em um barco de patrulha nas florestas tropicais do Afeganistão em busca da liquidação de um tenente coronel enlouquecido. AS TREVAS RIDíCULAS nos leva ainda mais longe: um mundo proliferando emaranhados e indissociáveis questionamentos da história colonial em busca da construção de mais diálogos à realidade pós-colonial.

 

Domingo (8/7)

das 10h às 22h  exposição fotográfica

17h  Bate-papo: O Papel da Crítica e do Jornalismo na trajetória da trupe

com Fábio Prickladnik, Renato Mendonça e Newton Silva

20h  A Pane, de Friedrich Dürrenmatt, no Teatro Renascença

Em A Pane, Alfred Traps está voltando para casa em uma das grande estradas do país quando seu carro sofre uma pane. Obrigado a pernoitar na cidade mais próxima, acaba encontrando abrigo na casa de um juiz aposentado e é convidado para participar de um jogo peculiar. Então Traps começa a viver um pesadelo.  A Pane expõe quão frágil é a nossa justiça e que as ilusões da verdade podem ser construídas através de narrativas processuais embasadas nas leis que regem o nosso cotidiano. O destino agora nos olha pelos bastidores... Uma pequena sátira, uma piada ao direito que não faz mais justiça e sim, aplica a técnica. Será o direito uma mera retórica?

21h30min  Pocket-Show

Andre Paz, Cecé Pereira, Tiago Bra e GRUPOJOGO

 

Os ingressos individuais podem ser adquiridos antecipados, nos links: Inspetor Geral (05/07), Tremor (06/07), As Trevas Ridículas (07/07), A Pane (08/07). O passaporte para os 4 espetáculos, também está à venda online.

Diversos horários

Centro Municipal de Cultura, Arte e Lazer Lupicínio Rodrigues (Erico Verissimo, 307)

R$ 30 (50% para estudantes, classe artística e +60) Entrada franca (exposição e bate-papos)