Foto: Natalia Biazus, Divulgação

YANGOS representa a música sul-brasileira na Copa do Mundo da Rússia

Série de shows durante o Mundial impulsiona carreira internacional da banda caxiense

O grupo caxiense de música instrumental YANGOS está de malas prontas para embarcar à Rússia e consolidar sua fase mais internacional em 12 anos de carreira. No dia 3 de julho, a banda chega à sede da Copa do Mundo 2018 para uma série de shows por meio do Brasil Music Exchange (BME). César Casara (piano), Cristiano Klein (cajón e bombo leguero), Rafael Scopel (acordeom) e Tomás Savaris (violão), únicos representantes do Sul do Brasil, vão dividir a atenção do público ao lado de nomes como Emicida, Hermeto Pascoal, Liniker e Mart’nália.

O convite para tocar durante a Copa do Mundo 2018 é mais uma conquista internacional entre as vividas nos últimos meses pelo YANGOS – que incluíram a indicação ao Grammy Latino, nos Estados Unidos, no final do ano passado, a participação em La Feria Internacional de la Música (FIMPRO), no México, em meados de maio, além de shows na Colômbia, Argentina e Uruguai. Antes de desembarcar na capital russa, o grupo ainda faz shows em Portugal.

O convite para estar entre os representantes do Brasil na Copa do Mundo da Rússia surgiu ano passado, quando a Embaixada do Brasil levou o grupo para um show na Colômbia.

– Na verdade, estamos embarcando ainda sem saber quantos shows faremos, nem os locais certos. Mas temos a garantia de que tudo ocorrerá de forma profissional. Para a YANGOS, a Copa já está ganha – brinca Casara.

O grupo vai apresentar um repertório que contempla músicas de seus cinco discos, com destaque para o mais recente, chamado Brasil Sim Senhor, cuja sonoridade reflete sua passagem por palcos de todas as regiões do país. Com sua formação original inalterada, o quarteto da Serra faz uma ótima fusão de milongas, chamamés e chacareras com o jazz e a música regional brasileira.

– Nos consideramos uma tribo, mais do que um grupo musical. Todos colaboram, todos se respeitam, todos são muito amigos. Chegamos aonde chegamos muito graças a essa cumplicidade. Aí a sonoridade flui naturalmente – comenta Casara.

 

Escute o disco Brasil Sim Senhor: