Foto: Philippe Gras/Divulgação

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HORÁRIOS ter a dom
das 9h às 21h
sáb e dom
das 14h às 21h

O coração revolucionário de Maio de 1968

Exposição promovida pela Aliança Francesa na Cinemateca Capitólio marca 50 anos dos eventos que sacudiram o mundo

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O mês de maio de 1968 representou o auge de um momento histórico de intensas transformações políticas, culturais e comportamentais que marcaram a segunda metade do século 20. Para lembrar os 50 anos dos eventos ocorridos na França e em todo o mundo, a exposição Au Coeur de Mai 68 exibe fotografias de Philippe Gras, acompanhadas por um filme de Dominique Beaux – ambos artistas franceses. A mostra pode ser conferida de 24 de abril a 15 de maio, na Cinemateca Capitólio. A entrada é franca.

O relato fotográfico de Gras difere de toda a documentação já conhecida pela qualidade artística de suas imagens e pelo olhar empático e distanciado. Já a série de Dominique Beaux permite uma releitura dos eventos pelo prisma de depoimentos e ajuda a compreender os pontos fortes e fracos de uma ordem social vacilante em seus fundamentos.

 

Ciclo de cinema

Paralelamente, a Aliança Francesa de Porto Alegre e a Cinemateca Capitólio promovem um ciclo de cinema francês sobre o tema. A mostra Destrua-se – Maio de 1968 no Cinema apresenta filmes realizados no calor da hora, durante a ebulição francesa do período, e reflexões posteriores que trazem novos olhares aos acontecimentos de Maio de 1968. Obras de diretores essenciais como Jean-Luc Godard, Chris Marker e Philippe Garrel fazem parte da programação, que rola de 3 a 16 de maio.

Um dos grandes destaques da mostra são filmes do Grupo Zanzibar, movimento de jovens cineastas franceses, atuantes no final dos anos 1960 e início dos 1970. Para fechar a programação, no dia 12 de maio, às 19h30min, na Cinemateca Capitólio, a Aliança Francesa promove uma edição do Débats d’Idées sobre esse movimento, com a participação do artista Michael Chapman e do diretor de cinema Renato Coelho. A mediação será feita pelo jornalista Roger Lerina.

 

Maio de 1968

O estopim da agitação na França foi o fechamento da Universidade de Nanterre, em 2 de maio daquele ano. Em pouco tempo, ganharam o apoio dos estudantes da Universidade de Sorbonne, que tomaram as ruas do Quartier Latin, em Paris. Além das barricadas e enfrentamentos violentos com a polícia, os manifestantes utilizavam as palavras como arma, com cartazes e pichações que mostravam frases irônicas como A imaginação ao poder, Abaixo o realismo socialista. Viva o surrealismo, Sejam realistas, exijam o impossível, Ceder um pouco é capitular muito, Consuma mais, viva menos e É proibido proibir.

A partir dessas manifestações, sucessivos movimentos de protestos irromperam em diversas universidades de países da Europa e das Américas, que ganharam uma dimensão ainda maior com a ampliação das revoltas para a classe trabalhadora.

ter a dom, das 9h às 21h, sáb e dom, das 14h às 21h

Cinemateca Capitólio (Demétrio Ribeiro, 1085 | Centro Histórico)

Entrada franca