Matinal assinantes

Primeiro encontro. Cartaz: Divulgação

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HORÁRIOS Terças a partir das 16h

"Mulheres Artistas: Questões Atuais" no Margs

Os três encontros do projeto serão realizados nos dias 3, 10 e 17 de março, sempre às 16h, no auditório do Museu, com diversas convidadas

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O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs) promove no mês de março um ciclo de três encontros pelo já tradicional projeto Mulheres Artistas: Questões Atuais, em realização desde 2015, com proposição e organização pelo Núcleo Educativo do Museu. Com o tema Interseccionalidade, a série de três encontros será realizada nos dias 3, 10 e 17 de março, sempre às 16h, no auditório do museu, com entrada gratuita. A programação reunirá diversas convidadas.

Juntamente à simultânea apresentação das exposições Gostem ou Não – Artistas Mulheres no Acervo do Margs e Mariza Carpes – Digo de Onde Venho, que no momento ocupam todas as salas expositivas do segundo andar do Margs, os encontros integram as ações promovidas pelo museu com o objetivo de criar um contexto preliminar para a chegada da 12ª Bienal do Mercosul, que a seguir, entre abril e julho de 2020, ocupará todo o museu com uma edição voltada às relações entre arte e feminismo.

Assim, em sintonia e afinidade com a temática da próxima Bienal, o Margs procura oferecer na atual temporada, por meio de sua programação artística, um ambiente preparatório para momento em que o museu prosseguirá sendo palco de debates e experiências sobre a produção de artistas mulheres.

 

Encontro 1

3 de março, 16h às 18h

Agnes Mariá (Poetas Vivos)

Filha de Obá e Exu, gaúcha, artivista, escritora, poeta, compositora, produtora cultural, professora em formação, idealizadora da iniciativa cultural nacional Poetas Vivos, autora do livro independente “Nega diaba na cidade de Deus” e uma das escritoras na antologia “Vozes da revolução”. Recebeu o troféu Arte em Movimento 2018, foi vice-campeã da Flup no mesmo ano e representou o Rio Grande do Sul, pela segunda vez consecutiva, no festival literário das periferias em 2019.

Natália Pagot (Poetas Vivos)

Mulher negra, feminista, angoleira, educadora, filha de Iamanjá e Ogum. Eterna metamorfose. Capricorniana nascida no verão de 1995. Escreve desde 2011 na ânsia de ter um espaço de fala e escuta. Licenciada em Ciências Biológicas pela UFRGS em 2019, capoerista no Grupo de capoeira angola NZambi. Autora do fazine “Do inferno ao inverno”, lançado em agosto de 2018, e organizadora da antologia “Vozes da revolução”, lançado em 2019 pelo coletivo Poetas Vivos.

Clara Corleone

Atriz e escritora. Em 2019, lançou seu primeiro livro, “O homem infelizmente tem que acabar”, pela editora Zouk pelo selo Casa da Mãe Joanna. Desde 2017, comanda o próprio sarau literário no Von Teese Bar.

Nanni Rios

Jornalista, livreira e produtora cultural. Mora em Porto Alegre há 10 anos. Assina a curadoria de livros e atividades da Livraria Baleia, especializada em autoria feminista e nas temáticas de gênero, sexualidade e direitos humanos. Produz as festas de música brasileira Tieta e Cadê Tereza?, ambas com foco na valorização da diversidade – cultural, musical e étnica – brasileira em Porto Alegre.

 

Encontro 2

10 de março, 16h às 18h

Ana dos Santos

Professora de Literatura Brasileira e poetisa. Mestranda em Estudos Literários Aplicados do PPG Letras/UFRGS, ministra a oficina de escrita criativa “Mulher negra, meu vorpo, minha voz,”. Tem dois livros publicados: “Flor” (2009) e “Poerotisa” (2019). Faz parte do catálogo “Intelectuais negras visíveis” (UFRJ) e é acadêmica da Academia de Letras do Brasil/Rio Grande do Sul na cadeira 100, com a Patrona Lélia Gonzales.

Angélica Kaingang

Indígena do povo Kaingang, mulher, mãe. Pertence à terra indígena Votouro, norte do estado do Rio Grande do Sul, lugar onde nasceu, cresceu, até o momento de ingressar na Universidade. Atualmente mora na retomada de território indígena Tupã Nhe’e Kretã, litoral do estado do Paraná. Por todos esses lugares citados se dão as territorialidades Kaingang. É formada em Serviço Social pela UFRGS, e este ano retorna à mesma no Programa de Pós-graduação em Política Social e Serviço Social para o mestrado. Atua no movimento indígena na defesa e disseminação dos conhecimentos e lutas indígenas.

Cristina Ribas

Pós-doutoranda no Programa de Pós-Graduação (PPGAV) do Instituto de Artes da UFRGS e PhD no Departamento de Arte no Goldsmiths College University of London (Bolsista CAPES). Trabalha como artista, pesquisadora e não muito frequentemente como curadora. Tem escrito sobre feminismo, arte e política, animada por uns feminismos transversais, e pela maternidade. Concebeu a plataforma online Desarquivo.org para livre uso. Faz parte da Red Conceptualismos del Sur.

 

Encontro 3

17 de março, 16h às 18h

Adriana Boff

Artista plástica, gestora e produtora cultural. Atualmente ocupa o cargo de Coordenadora de Artes Plásticas da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre.

Mitti Mendonça

Artista visual independente. Em 2017, criou o selo Mão Negra Resiste, motivada por fomentar diálogos e protagonizar poéticas negras no universo da arte. Sua pesquisa aborda a memória, o afeto e a ancestralidade. Tem uma produção que perpassa as linguagens de bordado, colagem, desenho, arte sonora e videoperformance. Atua no circuito de feiras de arte impressa e exposições.

Mulheres nos Acervos

Pesquisa colaborativa proposta pelas pesquisadoras de história da arte Cristina Barros, Marina Roncatto, Mel Ferrari e Nina Sanmartin, que consiste na coleta e análise de dados sobre a presença de trabalhos artísticos de autoria feminina nas coleções públicas de arte da cidade de Porto Alegre. O grupo assina a curadoria da exposição “Gostem ou não – Artistas mulheres no acervo do MARGS”.

Terças a partir das 16h

Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Praça da Alfândega, s/nº)

Entrada franca