Edgar. Foto: Liz Dórea/Divulgação

Edgar apresenta performance híbrida em Porto Alegre

O multiartista apresenta sua sonoridade híbrida no palco do Agulha nesta quinta-feira (16/01), às 22h

O multiartista Edgar, que já atendeu pela alcunha de Novíssimo Edgar, sobe ao palco do Agulha nesta quinta-feira (16/01), às 22h, para apresentar uma performance híbrida e instigante, que mistura rap, música eletrônica e experimentações sonoras. Nascido em Guarulhos, de família pernambucana, o músico tem um álbum solo lançado: Ultrassom, produzido por Pupillo, ex-baterista da Nação Zumbi, e apontado como um dos melhores de 2018.

Em 2020, além de se apresentar no festival Lollapalooza Brasil, o músico gravará o disco Ultraleve, um dos projetos contemplados pelo programa Natura Musical.

Confira a entrevista com Edgar:

 

Você comentou recentemente que seu próximo álbum, Ultraleve, busca novos timbres, utilizando objetos inusitados nas gravações, como resistência de chuveiro, entre outros. Pode nos contar um pouco mais sobre esse a busca?

Esse processo é algo que vem comigo há um tempo já. Fiz alguns instrumentos com materiais de reciclagem. Um deles, chamado ultraste, foi usado no disco novo do Siba. Há outro que se chama sustino, que entreguei para Lelo Bezerra experimentar no seu novo show solo. E tem a flauta dupla, que está com André Calixto, saxofonista da Nomade Orquestra.
 

Além da sonoridade diversa, a mistura de elementos visuais variados também é uma tônica da sua produção – desde as roupas que você veste nos shows até os videoclipes. Como você concebe esses elementos e como se dá a articulação deles com as sonoridades que você desenvolve?

As roupas sou eu que faço, e os roteiros dos vídeos partem de mim. Tem todo um enredo que surge desse universo ao qual eu pertenço – sensações sonoras e artes visuais funcionando como um rádio captando essas frequências, do que vem a seguir, parecido com Hilda Hilst.

 

Com uma sonoridade tão múltipla, é inevitável perguntar sobre o seu processo de criação. Como você desenvolve suas pesquisas musicais?

É uma pesquisa empírica, não tem rumo certo, fórmula de estudo ou garimpo. É um arquivo que você não conhece, que vem com um download que você faz de um álbum antigo – ou como se comprasse um vinil do James Brown, com a capa linda intacta, mas dentro é um vinil de uma banda desconhecida que muda sua vida. É assim minha pesquisa musical, meio aleatória. Mas cada vez mais o que me chega e me interessa são as músicas da diáspora africana e do Oriente Médio.

 

Assista ao clipe de Líquida, de Edgar:

 

Veja também o vídeo de Felizes Eram os Golfinhos: