Cena de "Juicy Sonic Magic". Foto: Divulgação

The National lança minidocumentário

Dirigido por David DuBois, "Juicy Sonic Magic" reúne três cassetes sobre a banda norte-americana

O The National lançou nesta quinta (21/11)Juicy Sonic Magic via Americanmary.com, um minidocumentário de 10 minutos em conjunto com o lançamento na Record Store do conjunto de três cassetes intitulado The National: Juicy Sonic Magic, Live in Berkeley, September 24-25, 2018. Dirigido por David DuBois, o filme conta a história de Mike “The Mike” Millard e uma homenagem ao seu trabalho pelo arquivista e produtor Erik Flannigan, que tentou recriar os métodos de gravação analógica, usando o mesmo taper e microfones antigos que Millard empregou nos anos 1970. Erik gravou The National em dois concertos no Greek Theater, no ano passado.

Millard se tornou uma lenda por suas gravações de alta qualidade de artistas como Led Zeppelin, Pink Floyd, Bob Dylan e muitos outros no sul da Califórnia nos anos 1970 e 1980, escondendo seu equipamento em uma cadeira de rodas. O filme apresenta animação do ilustrador Jess Rotter e Eben McCue, além de entrevistas com Matt Berninger (vocalista do The National), produtor/arquivista Erik Flannigan e amigo de Mike Millard, Jim Reinstein, que levou Millard e sua cadeira de rodas a dezenas de shows.

Flannigan explicou a ideia por trás do uso do método de Mike Millard:

Mike Millard gravou em plateias da Califórnia a partir de 1974 até o início dos anos 90. A mística de Millard se baseia em parte na astúcia que ele usou para colocar seu toca-fitas de quase 6kg e microfones em locais como o The Forum, o Santa Monica Civic Auditorium e The Roxy.

Durante anos, refleti sobre o que tornou as gravações de Millard tão boas e, eventualmente, tive uma ideia: e se você gravasse um show hoje com o mesmo equipamento que Millard usou em 1977? Soaria como as fitas dele? Será chegaria a seu toque de Midas?

A The National teve a gentileza de nos permitir testar o método de Millard em dois shows no Greek Theatre em Berkeley, Califórnia, no setembro passado. Essas gravações ao vivo foram feitas com microfones AKG 451E antigos e um deck de cassetes Nakamichi 550 restaurado, idênticos aos usados por Millard entre 1975 e 1981. A idéia era ver se poderíamos recriar o que Matt Berninger chama de ‘mágica sonora’ que Millard capturou em suas gravações nos anos 70.

Juntamente com meu amigo e cineasta David DuBois, também produzimos um documentário sobre Millard, seus métodos de gravação e nossa tentativa de recriar seu trabalho nos shows em Berkeley, um local totalmente inalterado desde os anos 70.

Com os smartphones, milhares de pessoas gravam parte do show quando assistem a um concerto ou qualquer outra apresentação; quarenta anos atrás, quando ninguém ousaria fazer isso, um homem dedicou sua vida para preservar a memória de concertos lendários em fita.

 

Confira o minidocumentário Juicy Sonic Magic: