Cena do filme "A Colmeia". Foto: Divulgação

"A Colmeia" estreia em festivais no Brasil e no exterior

Segundo longa-metragem de Gilson Vargas terá duas premières internacionais a partir de 24 de novembro. O filme chega ao Brasil pela programação do 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

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A Colmeia, segundo longa-metragem de Gilson Vargas, terá sua estreia em dois festivais internacionais e um nacional a partir de domingo, 24 de novembro. A estreia mundial do projeto ocorre na Estônia, integrando a programação do PÖFF 23 Black Nights International Film Festival, na mostra Rebels with a Cause. O evento é um dos 15 festivais competitivos membros do FIAPF – International Federation of Film Producers Association, ao lado dos festivais mais importantes do mundo, como Cannes e Tóquio.

Em seguida, A Colmeia será exibido na mostra principal do Festival Internacional de Zaragoza, na Espanha, no dia 27 de novembro. O filme concorre com outras cinco produções de diferentes países, como Croácia, Holanda e Índia.

Segundo a organização do PÖFF 23 a sessão Rebels with a Cause (Rebeldes com Causa) exibe “produções que oferecem pontos de vista originais, polêmicos ou com forte valor estético para um ‘público exigente”. O PÖFF é um dos grandes festivais internacionais do mundo hoje, promovendo premières internacionais e lançando no mercado europeu importantes títulos, com especial foco para o cinema de arte.

No Brasil, A Colmeia chega ao público através do 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que ocorre de 22 de novembro a 1 de dezembro. Único representante gaúcho a integrar a Mostra Novos Realizadores, o longa foi selecionado entre 701 inscritos de 22 Estados brasileiros. A Colmeia terá sua première brasileira na sexta-feira, 29 de novembro.

Filmado em 2017 nos municípios de Maratá e Harmonia, no interior do RS, o filme situa-se na no período da 2ª Guerra Mundial e traz como protagonistas um grupo de imigrantes alemães que vive isolado no interior do Brasil. Eles tentam se manter invisíveis, mas a curiosidade dos mais jovens e a insegurança perante o novo ambiente instaura uma tensão e um ciclo de violência sem volta. A Colmeia flerta com o cinema de suspense, com doses de poesia visual, refletindo sobre os conflitos gerados pelo medo e a opressão.

Segundo Vargas, diferente de Dromedário no Asfalto, seu filme de estreia, um road movie tanto em seu roteiro quanto em sua produção, A Colmeia é um filme de processo: “tivemos a oportunidade de fazer uma imersão com equipe e atores no universo do filme antes das gravações, com visitas às locações, trabalho de pesquisa dos personagens, aulas de alemão e muito ensaios”, conta.

Durante a pré-produção do longa, o elenco pode desenvolver a construção de seus personagens através de um intenso processo de imersão dos atores, que passaram alguns dias no campo e vivendo na casa onde foram rodadas grande parte das cenas do filme, um casarão erguido em 1864. O grupo viveu como os personagens, trabalhando no campo e realizando as atividades conforme o período em que se passa a história de A Colmeia: “os atores chegaram a passar uma noite sozinhos na casa, fazendo sua própria comida, tomando banho com bacias, usando ferros de passar roupa com brasas e sob a luz de lampiões”, revela o diretor.

No elenco, Rafael Fronskoviak, Janaina Pellizon, Martina Froederich, Renata de Lelis, Thais Petzhold, Samuel Reginato, João Pedro Prates e Andressa Mattos interpretam os imigrantes alemães.

A Colmeia tem roteiro de Matheus Borges, Gilson Vargas e Diones Camargo, que também assina o argumento. A direção de arte é de Gilka Vargas e Iara Noemi e a direção de fotografia de Bruno Polidoro, parceiro de Vargas em seu primeiro longa, em diversos curtas e na série de TV Travessias.

O desenho de som e a montagem são por conta de Gabriela Bervian, também parceira do diretor em diversos filmes e na vida afetiva – Gabriela e Gilson, além de casados, são sócios da Pata Negra, produtora que assina o trabalho. A dupla é responsável pela produção executiva do filme, que também conta as produtoras Eduarda Nedel e Deise Chagas na equipe.

O lançamento comercial está previsto para março de 2020, após o filme circular por festivais, com distribuição da Lança Filmes. A Colmeia tem financiamento do FSA Ancine e do FAC Pro-Cultura RS com recursos do Edital Arranjos Regionais, que fomentou a realização de diversos filmes realizados no Rio Grande do Sul, como Yonlu, de Hique Montanari, Rifle, de Davi Pretto e Disforia, de Lucas Cassales. A obra também conta com apoio Institucional do Goethe-Institut Porto Alegre e do Ministério das Relações Exteriores.

Para mais informações, acesse a fanpage.