Ilha das Flores. Foto: Divulgação

31

AGO
HORÁRIOS Sábado 20h

Sessão comemora 30 anos de "Ilha das Flores"

Neste sábado (31/8), às 20h, o filme ganha uma sessão especial comentada pelo diretor Jorge Furtado na Cinemateca Capitólio

Neste sábado (31/8), às 20h, a Cinemateca Capitólio promove uma sessão especial de 30 anos do curta-metragem Ilha das Flores, de Jorge Furtado. O diretor conversará com o público após a exibição.

Lançado em 1989 no Festival de Gramado, onde recebeu os prêmios principais dos três juris – oficial, público e crítica –, o curta ganhou notoriedade mundial ao ser premiado com o Urso de Prata do 40º Festival de Berlim, em 1990. Em 2018, foi eleito pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) o melhor curta-metragem brasileiro de todos os tempos.

Na sessão, serão exibidos outros três curtas dirigidos por Furtado que promovem diferentes reflexões sobre a criação cinematográfica e suas formas narrativas: Até a Vista (2011), A Matadeira (1994) e Veja Bem (1994).

Os ingressos devem ser adquiridos no local.

 

Filmes

Ilha das Flores (35 mm, 12 min, cor, 1989)

Direção: Jorge Furtado

Exibição digital

Um tomate é plantado, colhido, transportado e vendido num supermercado, mas apodrece e acaba no lixo. Acaba? Não. Ilha das Flores segue-o até seu verdadeiro final, entre animais, lixo, mulheres e crianças. E então fica clara a diferença que existe entre tomates, porcos e seres humanos.

 

Até a Vista (HD, 18 min, cor, 2011)

Direção: Jorge Furtado

Exibição digital

Foto de Alex Sernambi: Salo Pasik e Felipe de Paula

Jovem cineasta procura uma história para o seu primeiro longa-metragem. Na tentativa de conseguir os direitos autorais de um romance, o jovem aceita a proposta inusitada do autor e juntos partem à procura de um antigo amor do escritor.

 

A Matadeira (16 mm, 16 min, cor, 1994)

Direção: Jorge Furtado

Exibição digital

Canudos foi uma pequena aldeia no nordeste do Brasil, fundada pelo líder messiânico Antônio Conselheiro e massacrada por um poderoso exército até a morte do último de seus 30 mil habitantes, em 5 de outubro de 1897. O filme conta o massacre de Canudos a partir de um canhão inglês, apelidado pelos sertanejos de A Matadeira, que foi transportado por vinte juntas de boi através do sertão para disparar um único tiro.

 

Veja Bem (16 mm, 9 min, cor, 1994)

Direção: Jorge Furtado

Exibição digital

Veja Bem é um filme e é também um objeto, um Zootrópio, espécie de precursor do cinema. Na primeira parte do filme (e do lado de dentro do objeto), o foco de atenção é o homem-músculo, as imagens se repetem até a exaustão, e o texto é de João Cabral. Na segunda parte do filme (e do lado de fora do objeto), o foco de atenção é o maravilhoso e ridículo caleidoscópio de ofertas da cidade, as imagens são pura diversidade, e o texto é de Drummond.

Sábado 20h

Cinemateca Capitólio (Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico)

R$ 10