Visita guiada à exposição de Wesley Duke Lee

Neste sábado (31/8), o curador Ricardo Sardenberg e a historiadora de arte Cacilda Teixeira da Costa realizam visita guiada à nova exposição da Fundação Iberê Camargo

Neste sábado (31/8), a Fundação Iberê, em parceria com o Instituto Wesley Duke Lee, realiza uma visita guiada à nova exposição Wesley Duke Lee A Zona: A Vida e a Morte, com o curador Ricardo Sardenberg (SP) e a historiadora de arte Cacilda Teixeira da Costa (SP). A atividade ocorre às 15h, no quarto andar, com entrada franca.

Cacilda é autora de Wesley Duke Lee: Um Salmão na Corrente Taciturna, primeira monografia compreensiva sobre o artista paulistano, levantada durante mais de 20 anos de pesquisa. O livro, que estará à venda na loja da fundação, traz uma análise detalhada sobre a vida e a obra de Duke Lee, que enfrentou tabus como a relação da arte com a sexualidade, a política das artes e os desafios do artista que critica o crítico. Pioneiro na pop art no Brasil, ele realizou o primeiro happening  evento espontâneo de improvisação das artes visuais  e liderou a criação do movimento chamado “Realismo Mágico”.

Wesley sempre foi um entusiasta de movimentos, manifestos e arregimentações que, acredita, impulsionam a história da arte, enriquecendo e influenciando o ambiente. O 'Realismo Mágico' foi um bom pretexto para dar vazão a esse gosto. O movimento jamais arregimentou artistas plásticos unidos por uma opção estética comum que necessitassem de líderes para embasá-la teoricamente, veicular e defender suas propostas. Valeu como uma experiência que, em seguida, propiciou o surgimento da Galeria Rex e cumpriu o objetivo de fortalecer os vínculos e abrir espaço para os alunos de Wesley que participaram do acontecimento diz a historiadora.

Wesley Duke Lee  A Zona: A Vida e a Morte apresenta três fases que aconteceram simultaneamente para o artista, entre os anos 1962 e 1967. Ao todo, são 59 itens entre pinturas, desenhos e colagens  entre eles, trabalhos de Jean Harlow. Criada em 1967, a série reúne 30 desenhos que partiu do interesse do artista por relatos da sina trágica da atriz norte-americana, conhecida como "vênus platinada" de Hollywood dos anos 1930.

Sábado 15h

Fundação Iberê Camargo (Avenida Padre Cacique, 2000)

Entrada franca