Foto: Divulgação

26

AGO

20

JAN
HORÁRIOS Ter a sab das 10h às 17h

Exposição "Memória e Resistência" no Museu Julio de Castilhos

A mostra atualiza a narrativa sobre os indígenas, a partir do expressivo acervo do museu. A entrada é gratuita

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Visando atualizar a narrativa sobre os indígenas, a partir do expressivo acervo que possui, o Museu Julio de Castilho apresenta a exposição Memória e Resistência, com m97 peças que representativas de um mosaico cultural capaz de demonstrar que não há o "índio genérico". Fazendo a crítica institucional, são mostradas revistas do museu dos anos 1952 que consideram os indígenas como "selvagens", em seus artigos.

O visitante encontrará cerâmicas de 2000 anos produzidas pelos guaranis; arcos e flechas destinados a caça de mamíferos, aves, pesca e guerra; arte plumária do Rio Grande do Sul; da aldeia dos Fulni-ô, que vivem no sertão pernambucano; máscaras de rituais de povos do Amazonas, Pará e Tocantins; colares carregados de simbologia e representação pura de resistência; artefatos de pedra como machados, mão de pilão, rompe cabeças; cestarias centenárias e atuais; além da exposição fotográfica de Paola Mallmann e Eugênio Barboza, intitulada Revelações do Nhanderu-Mbya Mbaraete e o curta-metragem Nhemonguetá, dos mesmos autores.

Com sons e cheiros de mato, folhas pelo chão, o ambiente convida a reflexão e ao mergulho na cosmologia, permitindo ainda a conversa com os Mbya Guarani que têm ido ao museu comercializar seu artesanato.

Configurada como exposição aberta, será reformulada em dezembro com a possibilidade de intercâmbio de peças com museus indígenas de outros Estados, havendo contato nesse sentido com o Memorial do Índio, em Brasília.

Para a museóloga e diretora Doris Couto, "a exposição recupera a ideia de que continuam existindo indígenas e que há imensas diferenças na forma como se organizam, nas suas crenças, na sua produção da cestaria e/ou cerâmica e  em seus rituais. É sem dúvida uma cultura da qual muito pouco sabemos e essa ignorância faz com que  sejam invibilizados e  discriminados quando temos muito a aprender sobre respeito, sobre os ciclos da natureza, sobre humanidade".

Para colaborar com os Kaingangs e os Mbya, os visitantes que desejarem podem levar 1kg de alimento não perecível e entregá-los no setor administrativo.

Ter a sab das 10h às 17h

Museu Julio de Castilhos (Rua Duque de Caxias, 1205)

Entrada franca