Maria Tomaselli. Foto: Otavio Teixeira/Divulgação

06

AGO
HORÁRIOS Terça a partir das 19h

Maria Tomaselli autografa "Ela se chama Azelene"

A sessão de autógrafos será nesta terça-feira (6/8), a partir das 19h, na PocketStore

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Maria Tomaselli autografa seu terceiro livro Ela se chama Azelene (Libretos, 232 páginas) nesta terça (6/8), a partir das 19h, na PocketStore. A artista explora temas como desigualdade social e sistema carcerário demonstrando perplexidade frente a um contexto social incoerente e hipócrita
 
A narrativa romanceada, fictícia, mas verdadeira, mostra Azelene, presidiária em regime semiaberto aceita para trabalhar em uma casa de classe média, como um conjunto das percepções que a patroa Karolline tem sobre ela. A relação entre elas é densa. 
 
Tomaselli se inspirou em diferentes experiências para escrever sobre esse universo. Há 40 anos quando acompanhou Iberê Camargo em suas aulas de pintura para apenados no Presídio Central – que ela prosseguiu sozinha após o retorno de Iberê ao Rio. Outro episódio foi uma viagem de ônibus em que escutou a história de vida de uma passageira. 
 
O livro traz fragmentos do escritor Fernando Cacciatore de Garcia e é ilustrado com as gravuras da série Voos Abortados, inspirada numa cena transcorrida no ateliê da artista. Um feto de passarinho caído no parapeito da janela, um “pássaro abatido tal qual os meninos nas periferias”, moveu Tomaselli a produzir um ciclo de pinturas e gravuras em metal.   
 
No prefácio, o músico e escritor Arnaldo Sisson observa o ritmo da autora: “Maria Tomaselli escreve como quem filma, fotografa, pinta frações da realidade que ouve, vê, fala e que, afinal, motivam o que sente”. E prossegue na análise: “(...) Azelene foi colocada numa outra realidade onde já não faz diferença se é culpada ou inocente. Há mais muros dentro de uma prisão do que simplesmente as muralhas que a cercam”.
 
Maria Tomaselli é artista plástica. De vez em quando se aventura na escrita. Ela se chama Azelene é seu terceiro livro. Já escreveu Vito (contos, Escritos, 2017) e Kai (memórias, Escritos, 2014). Nesta obra, ela apresenta também gravuras em metal nas técnicas água-tinta e água-forte, do ciclo Voos Abortados
 

Terça a partir das 19h

PocketStore (Rua Félix da Cunha, 1167)

Entrada franca