Nuno Ramos e Helena Ignez realizam performance na Cinemateca Capitólio

Para marcar o encerramento do Festival de Arte Cidade de Porto Alegre, a dupla realizará performance inédita do filme "Copacabana Mon Amour" (1970), de Rogério Sganzerla

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Para marcar o encerramento da 33ª edição do Festival de Arte Cidade de Porto Alegre, o artista Nuno Ramos (SP), em colaboração com a atriz Helena Ignez (BA), realizará a performance inédita Cinema ao Vivo – Copacabana Mon Amour, dando presença cênica à atriz no filme Copacabana Mon Amour (1970), de Rogério Sganzerla.

O projeto parte de um paradoxo: juntar o elemento teatral à fantasmagoria fílmica, unindo-os diante do público. Assim, Helena Ignez, durante 24h, irá conviver com a produção em que estrelou. A performance se inicia nesta terça (6/8), às 20h, na Cinemateca Capitólio.

Sessões contínuas permitirão ao público acompanhar a performance, que se encerrará na quarta (7/8), às 20h. As sessões são gratuitas com entrada exclusivamente mediante retirada de senhas.

Durante as sessões a atriz poderá comer, sentar, descansar ou não fazer nada. Poderá repetir as falas, gritar e até mesmo pedir para sair. Poderá aplaudir e vaiar.

Sua própria presença desloca todo o sentido do filme, atualizando e abrindo o que tinha se tornado definitivo na edição. O público assistirá assim a um filme “acompanhado” por sua protagonista, observando aquele produto de luz e som fundido paradoxalmente à cena ao vivo. Por sua vez, Helena terá a oportunidade de “acertar as contas" com um filme que marcou profundamente a sua carreira.

Helena Ignez – Atriz, diretora e ativista baiana que completará 80 anos de idade e 56 anos de carreira em 2019, sendo considerada um dos grandes nomes do cinema novo e do cinema marginal. Falar do cinema marginal sem falar de Helena Ignez seria o mesmo que ignorar a importância de Rogério Sganzerla ou Júlio Bressane no movimento. Helena Ignez é um ícone do cinema marginal, tão importante quanto os demais pioneiros do movimento, tendo criado um novo estilo de atuar: debochado e extravagante. Antes de A Mulher de Todos, possivelmente, não havia um outro filme que apresentasse com uma força tão grande a presença da mulher.

Nuno Ramos – Nasceu em 1960 em São Paulo, onde vive e trabalha. Formado em filosofia pela Universidade de São Paulo, é pintor, desenhista, escultor, escritor, cineasta, cenógrafo e compositor. Começou a pintar em 1984, quando passou a fazer parte do grupo de artistas do ateliê Casa 7. Desde então tem exposto regularmente no Brasil e no exterior. Participou da Bienal de Veneza de 1995, onde foi o artista representante do pavilhão brasileiro, e das Bienais Internacionais de São Paulo de 1985, 1989, 1994 e 2010. Em 2006, recebeu, pelo conjunto da obra, o Grant Award da Barnett and Annalee Newman Foundation.

Ter 20h

Cinemateca Capitólio (Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico)

Entrada franca