Vasco Prado posando para Iberê Camargo. Foto: Divulgação

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HORÁRIOS Qua a dom das 14h às 19h

Fundação Iberê Camargo abre exposição sobre selfie

A Fundação inaugura neste sábado (6/7) a mostra "#Selfie: Iberê em Modo Retrato", em que o artista retrata personalidades como Vasco Prado, Sivuca e Adriana Calcanhotto

A Fundação Iberê Camargo inaugura neste sábado (6/7), a exposição #Selfie: Iberê em Modo Retrato. O quarto andar será ocupado com 13 fotos para documentos do artista e outras 36 de Iberê retratando personalidades, como Vasco Prado, Sivuca e Adriana Calcanhotto. No terceiro, as três salas serão totalmente interativas, com espelhos e iluminação especial para selfie do público.

Diferente do que muitos imaginam, o autorretrato não é algo relativamente novo. A primeira selfie foi feita em 1839 pelo metalúrgico Robert Cornelius, pioneiro na fotografia dos Estados Unidos. Na época, os autorretratos eram o tipo mais comum de fotografias, compreendendo um número estimado de 95% dos daguerreótipos sobreviventes. Na pintura, se afirmou no século 14 e passou a ocupar um lugar de destaque na arte europeia, atravessando diferentes escolas e estilos artísticos.

A difusão da retratística acompanhava os anseios da corte e da burguesia urbana de projetar suas imagens na vida pública e privada. Paralelamente aos retratos realizados sob encomenda, e a outros concebidos com amigos e familiares, os artistas produziam uma profusão deles que funcionavam como meio de exercitar o estilo, como instrumento de sondagem de estados de espírito e também como recurso para a tematização do ofício.

Iberê retratista
Ao longo da vida, Iberê Camargo criou diferentes representações de si mesmo. Pintava-se sob um olhar interior que o mostrava como uma máscara, um enigma, o arquétipo da insondável natureza do homem: "Pinto porque a vida dói".

Para ele, "[...] retratar-se revela narcisismo, todos os pintores o são. Na sucessão de minha imagem no tempo, ela se deteriora como tudo que é vivo e flui. Muitas vezes, me interroguei diante do espelho. No passar do tempo, nos transformamos em caricaturas", dizia Iberê.

A selfie é, portanto, a forma mais expansionista de autoexpressão visual. É algo especialmente fascinante como o ato de retratar a si mesmo tenha sobrevivido a tantas passagens, transformações e movimentos que a arte atravessou em sua história.

A mostra permanece aberta ao público até o dia 29 de setembro, com entrada franca.

 

Qua a dom das 14h às 19h

Fundação Iberê Camargo (Avenida Padre Cacique, 2000)

Entrada franca