Foto: Matheus Asfora/Divulgação

Dezoito anos após lançar segundo disco, Jorge Cabeleira está de volta com terceiro álbum

Em “Jorge Cabeleira III”, grupo explora várias vertentes roqueiras ou não

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Foram dezoito anos sem lançar um disco novo e no meio disso, ainda teve um hiato que quase fez com que a banda realmente acabasse. Mas o Jorge Cabeleira e o dia em que seremos inúteis está de volta com o seu terceiro álbum que se chama Jorge Cabeleira III e foi gravado no Casona Estúdios, em Candeias (PE).

A banda mostra seu novo som, ainda psicodélica, mas com mais rock, baião, forró e até influências eletrônicas, como em Caminho Imaginário, o segundo single lançado pelo grupo que saiu com exclusividade no programa Revista Difusora, da rádio Frei Caneca. O primeiro foi Talismã, versão para a canção de Geraldo Azevedo e Alceu Valença, que ganhou a participação especial de Tagore.

Grande representante da cena pernambucana, a Jorge Cabeleira foi a terceira banda no movimento manguebeat a assinar com uma grande gravadora, a Sony Music, de onde saiu o seu primeiro álbum homônimo e por muito pouco não caiu nas graças do Banguela, braço da Warner Music encabeçado pelo produtor Carlos Eduardo Miranda e os Titãs.

O processo de feitura das músicas e gravação foi longo. Começou em 2017 e seguiu até o final de 2018. - Nossa única condição quando decidimos fazer o disco foi de que ele teria de ser um disco foda. Para isso não trabalhamos com nenhum tipo de pressão ou prazo, além do tempo necessário para que atingíssemos um resultado que a gente pudesse nos orgulhar depois, assim como temos esse orgulho dos dois anteriores - conta Dirceu Melo, vocalista e guitarrista da banda.

O fato é que o grupo também sofreu um pouco com o atraso pela distância, já que um dos integrantes, Rodrigo Coelho (baixo), mora em São Paulo. Quem completa a banda são Dirceu Melo e Pedro Mesel (percussão e vocal) remanescentes da formação original da banda junto com o Coelho e Everton Belisca (bateria) e Ricardo Leão (guitarra).

O disco é composto por oito canções e tem um pouco mais de 30 minutos. O que segundo Dirceu não foi algo proposital. - Pensamos: Bom, já passamos de um ano de trabalho, vamos fechar, né? - comenta. Ouvir III é também se deparar com uma série de novas influências e pesquisas dos integrantes. Em Arábica encontramos uma linha harmônica árabe com toques eletrônicos, piração do baixista Coelho. Brilho é claramente inspirada no rock de bandas como Led Zeppelin e Deep Purple, grandes influências da Jorge Cabeleira.

Doce Sombra entra na psicoledia de sons como Tame Impala e Radiohead e com certeza vai agradar aos fãs de Boogarins. O Homem no canto do bar é um retorno ao rock clássico com toques de forró e com triângulo de Pedro Mesel bem marcado. Mamaterial ganha ares de stoner rock. E ainda tem Sete quedas música instrumental, linha já explorada em duas músicas do segundo disco pela banda. O disco é totalmente independente e nasceu também pela ajuda dos fãs em uma campanha de crowdfunding realizada pela banda.

 

Confira o álbum Jorge Cabeleira III no Spotify, Deezer ou Bandcamp.

 

Confira o lyric vídeo de Caminho Imaginário:

 

Confira o lyric vídeo de Talismã: